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Usinas fotovoltaicas impulsionam economia no semiárido brasileiro

A energia solar se destaca como uma solução sustentável e viável, principalmente em países com altos índices de irradiância, como o Brasil. A fonte fotovoltaica é uma alternativa que traz inúmeros benefícios para a sociedade, pois gera economia aos consumidores e fomenta o mercado de trabalho.

Em regiões desertas do país, usinas fotovoltaicas têm gerado emprego e renda. A instalação de usinas centralizadas é capaz de mudar a realidade de diversas localidades que sofrem com a seca, devido ao sol escaldante. 

A geração centralizada no nordeste brasileiro

Um exemplo de sucesso são os parques solares instalados no sertão piauiense. Ao todo, são cerca de 270 megawatts em três parques solares na região, como o de Nova Olinda, que é considerado o segundo maior em operação na América Latina.

A usina entrou em funcionamento há 2 anos e foi construída em apenas 15 meses, no município de Ribeira, Piauí. Cerca de 300 milhões de dólares foram investidos pela empresa Enel Green Power, gerando 1.700 empregos. Ao todo, são 930 mil painéis solares espalhados por uma área de 690 hectares. A capacidade instalada chega a 292 MW, tornando possível a produção de mais de 600 GWh por ano, o suficiente para iluminar 300 mil casas.

Vista aérea da usina de Nova Olinda no Piauí.

Três anos depois da instalação de Nova Olinda, a localidade mais seca do Piauí vive uma etapa de crescimento econômico. Além da geração de 7 mil empregos diretos, são oferecidos cursos capacitantes para moradores locais se especializarem no setor. Isso possibilita que, em projetos futuros, eles possam trabalhar nas usinas.

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Cabe ressaltar que a movimentação da região também contribuiu para empreendimentos locais, que se viram com novos clientes e uma alta demanda para atender. Assim, os benefícios dos parques solares são diretos e indiretos, de forma que contribui com toda a sociedade. 

Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR), o estado do Piauí já é considerado o primeiro no ranking nacional, levando em consideração a potência instalada: operação, construção, e os leilões. Conforme os dados, a potência instalada no Piauí chega a 989,9 MW. Em segundo lugar vem o Ceará com 829,1 MW e a Bahia em terceiro, com 776,8 MW.

O setor promete continuar crescendo

De acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), cerca de 41 mil novas usinas de energia solar foram instaladas no Brasil em dois anos. Em relação a matriz energética nacional, o percentual saiu de 0,1% em 2016 para 1,4% em 2018. 

Em setembro de 2019, a contribuição da energia solar na matriz energética passou para 2,1%. No geral, a produção ainda é baixa em relação ao total que é produzido no país, mas cresceu muito, tanto em geração distribuída quanto centralizada. 

Até 2025, a previsão é só de crescimento do setor no país. De acordo com a Absolar, a potência contratada em leilões de energia que entrará em operação até 2025 chega a 4,4GW. Os investimentos em projetos já contratados superam os 25 bilhões de reais (R$ 25,4 bilhões).

Ainda de acordo com a Absolar, até 2040 serão 126 GW de energia gerados pela luz do sol no Brasil, o que tornaria a fonte a nova líder do setor, desbancando a fonte hídrica.

gráfico da matriz elétrica brasileira. Usinas fotovoltaicas impulsionam economia no semiárido brasileiro.
Até 2040, a matriz elétrica brasileira, que é composta majoritariamente pela fonte hídrica, deve ter mais espaço ocupado por fontes como a solar e eólica.

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Henrique Horst Figueira

Henrique Horst Figueira

Gerente comercial do INRI e doutorando em Engenharia Elétrica - UFSM.

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